quarta-feira, 10 de março de 2021

Como sair da crise

 The answer lies in audacious economic reforms that favor markets and entrepreneurs: liquidate bad investments, let deflation happen, cut government spending, cut taxes, let wages fall.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Tarifas -

 

O Brasil é 159º no ranking de importação US$ per capita, entre 219 países.
O comex tem sido um dos principais componentes das estratégias de aumento da complexidade econômica, crescimento da economia, e consolidação das plataformas econômicas de muitos países, entre eles a China, que é líder mundial no ranking, com o maior valor exportado e o segundo país com mais importações. EUA é o país que mais importa e o segundo maior exportador. A Alemanha ocupa a terceira posição nos 3 rankings: de maior comex, maior exportador e maior importador.
Brasileiros exportaram somente US$1,09K per capita em 2019, ficando na 120ª posição em ranking com 219 países, e importou apenas US$839 per capita no mesmo ano, sendo considerado um país protecionista e fechado, ocupando a 27ª colocação entre os maiores exportadores e 30ª entre importadores, apesar de então ter a 7ª maior economia do mundo.
Os países com menores tarifas de importação do mundo são Macau e Hong Kong com 0%, Singapura em terceiro com 0,07%, e o Brasil está entre os países com as maiores tarifas de importação do mundo, ocupando a posição 126 do ranking, entre 182 países, com média de 8%, quase empatado com Cuba.
O Brasil ocupa a 49ª posição no ranking do ICE.
May be an image of map and text that says 'Where Global Tariffs Are Highest And Lowest Average weighted tariff rate applied across all products in 2016 (%) <2.51 7.10-9.62 2.51-4.77 4.77-7.10 >9.62 ۱۱ Canada 0.8% United States 1.6% Russia 3.4% Mexico 4.4% Gabon 16.9% China 3.5% India 6.3% Brazil 8.0% @StatistaCharts Source: World Bank Forbes statista'

terça-feira, 2 de março de 2021

O multiplicador por Rothbard

 O Multiplicador

Quantos de vós aprenderam o famoso "multiplicador keynesiano" nas aulas de economia? Fez-vos sentido?
Neste breve excerto do seu tratado Man, Economy and State (1962), o economista americano Murray N. Rothbard (1926-1995), aluno de Ludwig von Mises em Nova Iorque, dá um twist sarcástico e brilhante ao argumento matemático que suporta o multiplicador, mostrando que, muito mais poderoso do que o multiplicador do investimento ou da despesa pública, seria multiplicador de um só indivíduo!
Vejam só:
"A popularidade do outrora mui respeitado "multiplicador" encontra-se hoje em dia desvanecida, uma vez que os economistas começaram, felizmente, a perceber que ele representa simplesmente o reverso de uma função consumo estável. Todavia, ainda não se tomou plena consciência da completa absurdidade do multiplicador. A teoria do "multiplicador do investimento" funciona um pouco como se segue:
Rendimento da Economia = Consumo + Investimento
O Consumo é uma função estável do rendimento, conforme revelado por correlação estatística, etc. Suponhamos, para simplicidade, que o Consumo representará sempre 0,8 * (Rendimento).† Nesse caso,
Rendimento = 0,8 * (Rendimento) + Investimento.
0,2 * (Rendimento) = Investimento; ou
Rendimento = 5 * (Investimento).
O "5" é o "multiplicador do investimento". Parece, portanto, óbvio que tudo o que precisamos para aumentar o rendimento monetário da economia num determinado montante é aumentar o investimento em 1/5 desse montante; e a magia do multiplicador fará o resto. Os primeiros "impulsionadores"/“estimuladores” acreditavam que se deveria abordar este objectivo através de um estímulo ao investimento privado; os keynesianos mais recentes perceberam que, ao passo que o investimento é um factor "activo" volátil, a despesa pública não é menos activa mas é mais certa, pelo que se deve confiar na despesa governamental para proporcionar o efeito multiplicador necessário. A criação de dinheiro seria a via mais eficaz, uma vez que assim o Governo teria a certeza de não reduzir os fundos privados. Daí que se tenha passado a chamar "investimento" a todas as despesas governamentais: é "investimento" porque não se encontra passivamente ligado ao rendimento.
O que se segue é proposto como um "multiplicador" muito mais potente – na perspetiva keynesiana, é ainda mais potente e eficaz do que o multiplicador do investimento e, na perspetiva keynesiana, nada se lhe poderá obstar. É uma reductio ad absurdum, mas não é uma simples paródia, pois está em conformidade com o método keynesiano.
Rendimento da Economia = Rendimento de (inserir nome de uma pessoa qualquer, digamos o leitor) + Rendimento do resto das pessoas.
Usemos símbolos:
Rendimento da economia = Y
Rendimento do leitor = L
Rendimento do resto das pessoas = R
Constatamos que R é uma função completamente estável de Y. Se os traçarmos a ambos em coordenadas, encontramos uma correspondência histórica de um-para-um entre eles. É uma função tremendamente estável, muito mais estável do que a "função consumo". Por outro lado, representemos também L face a Y. Aqui encontramos, em vez de uma correlação perfeita, apenas a mais remota das ligações entre o rendimento flutuante do leitor destas linhas e o rendimento da economia. Portanto, o rendimento deste leitor é o elemento activo, volátil e incerto do rendimento da economia, enquanto o rendimento do resto das pessoas é passivo, estável, determinado pelo rendimento da economia.
Suponhamos que a equação a que se chega é a seguinte:
R = 0,99999 * Y
Então, Y = 0,99999 * Y + L
0,00001 * Y = L
Y = 100.000 * L
Este é o multiplicador pessoal do leitor, um multiplicador muito mais poderoso do que o multiplicador do investimento. Para aumentar o rendimento social e assim curar a depressão e o desemprego, só é preciso que o governo imprima um certo número de dólares e os entregue ao leitor destas linhas. As despesas do leitor “impulsionarão” um aumento de 100.000 vezes do rendimento nacional.
† - Na verdade, a forma da função keynesiana é geralmente "linear", por exemplo, Consumo = 0,8 * (Rendimento) + 20. A forma proposta no texto simplifica a exposição sem, no entanto, alterar a sua essência."
(Já agora, por curiosidade, apesar de Keynes ter dado uso ao "multiplicador" na sua Teoria Geral (1936), o conceito foi na verdade introduzido pelo seu amigo e seguidor Richard Kahn, uns anos antes.
Note-se que este post não refuta, por si só, a utilidade de um conceito como o do multiplicador na teoria económica. Simplesmente revela a óbvia falácia em que incorre quem confunde álgebra com economia)
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Completaria hoje 95 anos Murray N. Rothbard, o mais radical e carismático dos austríacos na América. Aqui deixamos uma breve homenagem em sua memória, republicando a nossa tradução de como hilar

O imperativo moral dos mercados

 

Este artigo, um dos últimos escritos pelo autor, foi originalmente publicado na obra Unfinished Agenda: Essays on the Political Economy of Government Policy in …
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