quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Teoria monetária da Escola de Salamanca - válida até hoje

"“Just as an abundance of goods causes prices to fall (the quantity of money and number of merchants being equal), so does an abundance of money cause them to rise (the quantity of goods and number of merchants being equal). The reason is that the money by itself becomes less valuable for the purpose of buying and comparing goods. Thus we see that in Spain the purchasing-power of money is far lower, on account of its abundance, than it was eighty years ago. A thing that could be bought for two ducats at that time is nowadays worth five, six, or even more. Wages have risen in the same proportion, and so have dowries, the price of estates, the income from benefices, and other things.”
~ Luís de Molina (1535-1601)

Saída de dólares

Saída de dólares chega a US$ 5,850 bilhões em agosto

O Brasil registrou em agosto a maior saída de dólares líquida desde dezembro de 2012. No mês passado, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 5,850 bilhões. As operações financeiras responderam por uma saída líquida de US$ 3,992 bilhões, diferença entre entradas de US$ 36,621 bilhões e saídas de US$ 40,613 bilhões. No comércio exterior, o saldo foi negativo em US$ 1,858 bilhão, com importações de US$ 19,697 bilhões e exportações de US$ 17,839 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.
Mais

Entenderam?


Competitividade internacional


Os 10 países mais competitivos
1º Suíça
2º Cingapura
3º Finlândia
4º Alemanha...
5º Estados Unidos
6º Suécia
7º Hong Kong
8º Holanda
9º Japão
10º Reino Unido

O Brasil, que nos dois anos anteriores havia ganhado cinco posições, perdeu oito este ano, ficando em 56º.

Petrobras

'Petrobrás era subimperialista'

Para Gilberto Carvalho, algumas empresas agem nos países vizinhos de forma impositiva

GUILHERME WALTENBERG - O Estado de S.Paulo
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que o Brasil tem de repensar seu modelo de desenvolvimento nacional e também as relações das empresas transnacionais brasileiras em outros países. Segundo ele, algumas empresas brasileiras, como a Petrobrás, reproduzem nos países vizinhos um comportamento impositivo que empresas de nações desenvolvidas teriam exercido no Brasil.
"Temos de ter a autocrítica de reconhecer, por exemplo, que a presença da Petrobrás na Bolívia era sim um modelo que dava corpo, dava razão, para aquilo que chamavam de comportamento subimperialista. O Brasil reproduz, em relação aos seus vizinhos, o mesmo comportamento do grande imperialismo de primeiro mundo a nosso respeito", avaliou. Em maio de 2006, o presidente Evo Morales anunciou a estatização do setor de hidrocarbonetos, que impactou diretamente a petroleira brasileira.
Mais

Ibovespa

Ibovespa: um índice que não faz mais sentido

Os investidores do Brasil e do mundo acabam usando o Ibovespa como indicador do desempenho das ações nacionais. Mas cada vez isso faz menos sentido. A BM&FBOVESPA precisa rever a fórmula e os critérios com urgência, pois o formato atual gera muita confusão.
A própria bolsa explica que o Ibovespa é o principal indicador do desempenho de nossas empresas no mercado de capitais:
Sua relevância advém do fato do Ibovespa retratar o comportamento dos principais papéis negociados na BM&FBOVESPA e também de sua tradição, pois o índice manteve a integridade de sua série histórica e não sofreu modificações metodológicas desde sua implementação em 1968.
A tradição se encontra ameaçada. A metodologia do cálculo do índice leva em conta a “negociabilidade” das ações, sua liquidez em bolsa e o valor de mercado. Coisas muito estranhas podem ocorrer, todavia, quando uma ação acaba com grande liquidez, mas despenca em valor de mercado.
Pelo próprio fator benchmark que o Ibovespa possui, muitos investidores precisam seguir sua carteira. Fundos passivos, ou vários fundos ativos que calculam sua performance em cima do Ibovespa, devem levar em conta sua composição.
Isso acaba gerando um círculo vicioso, em que ações que deveriam perder relevância, pois valem cada vez menos, continuam sendo negociadas e com forte impacto no desempenho do índice. Isso confunde os investidores, e retrata de forma inadequada o desempenho geral das empresas brasileiras.
O caso recente mostra bem esse risco. A OGX, principal empresa do grupo EBX, de Eike Batista, chegou a valer bilhões de reais, passou a ser bastante negociada, mas desabou e praticamente “virou pó”. Não obstante, continua como a terceira ação mais importante no índice!
Mais

Preços imóveis

Valor do m²Considerando o valor médio do m², este foi de R$ 6.979 em agosto, sendo o Rio de Janeiro o metro quadrado mais caro do Brasil, conforme mostra a tabela abaixo:
Preço médio anunciado do metro quadrado
CapitalPreço
Fonte: Fipe/Zap Imóveis  MAIS
Rio de JaneiroR$ 9.534
BrasíliaR$ 8.486
São PauloR$ 7.451
NiteróiR$ 6.845
RecifeR$ 5.546
FortalezaR$ 5.118
Belo HorizonteR$ 5.023
São Caetano do SulR$ 5.016
FlorianópolisR$ 4.798
Porto AlegreR$ 4.637
CuritibaR$ 4.575
Santo AndréR$ 4.397
SalvadorR$ 4.335
VitóriaR$ 4.266
São Bernardo do CampoR$ 4.158
Vila VelhaR$ 3.697
Média NacionalR$ 6.979

Consolidação do mercado de educação

CENÁRIOS-Empresas de educação buscam IPOs em meio à consolidação

e Guillermo Parra-Bernal
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - O setor de educação no Brasil começa a ser um frequentador assíduo do mercado de capitais, tanto na bolsa de valores quanto em fusões e aquisições, em meio à expectativa de receber dezenas de bilhões de reais em investimentos públicos nos próximos anos.
A participação do segmento no pregão da Bovespa --que já conta com a Kroton, Anhanguera, Estácio e Abril Educação-- engordará nos próximos meses com a chegada da Ser Educacional, que atua nas regiões Norte e Nordeste, e da Anima Educação, grupo formado por instituições de São Paulo e Minas Gerais.
Mais

Conjuntura global

FMI vê economias emergentes vulneráveis à redução de estímulos dos EUA


BERLIM, 4 Set (Reuters) - As economias desenvolvidas, com os Estados Unidos à frente, irão cada vez mais liderar o crescimento global, com os países emergentes sob risco de desaceleração devido ao aperto da política monetária norte-americana, afirmou o FMI em um texto preparado para o encontro do G20 em São Petersburgo, na Rússia.
Em sua nota de supervisão, obtida pela Reuters, o Fundo Monetário Internacional fez um apelo para uma ação global para revitalizar o crescimento e melhorar o gerenciamento de riscos, alertando que alguns riscos se tornaram mais proeminentes.
As economias emergentes estão particularmente vulneráveis ao aperto da política monetária dos Estados Unidos, e o FMI recomendou que as autoridades estejam prontas para lidar com um aumento da instabilidade financeira.

Competitividade brasileira

Brasil cai oito posições em ranking de competitividade internacional

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A piora de indicadores macroeconômicos, o aperto no crédito e a falta de reformas estruturais fizeram o Brasil cair oito posições no ranking de competitividade internacional. De acordo com o Relatório de Competitividade Global de 2013–2014, divulgado hoje (3) pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ficou na 56ª posição entre 148 países analisados.
No relatório anterior, o país tinha subido cinco posições e ficado em 48º lugar. Entre os membros do Brics, grupo que reúne as cinco principais economias emergentes do planeta, o Brasil perdeu a segunda posição para a África do Sul, que ficou em 53º lugar. Em 29º, a China continua o país mais competitivo do bloco.
De acordo com o documento, o Brasil precisa melhorar a qualidade das instituições, quesito em que está em 80º lugar, uma posição atrás do resultado do ano passado. Entre os principais desafios do Brasil nessa área, o relatório cita a queda na eficiência do governo, cujo indicador caiu da 111ª para a 124ª posição, o combate à corrupção (114ª posição) e a baixa confiança nos políticos, que passou do 121º para o 136º lugar de um ano para outro.
Além do ambiente institucional, o Brasil precisa avançar nos principais gargalos econômicos. O documento cita a baixa qualidade da infraestrutura, em cujo ranking o país caiu da 107ª para a 114ª posição, e da educação, que passou do 116º para o 121º lugar. O relatório também considera o país fechado à competição estrangeira, atribuindo a 144ª posição na abertura de mercado ao exterior.
Mais

O que o capitalismo não é

O que o capitalismo não é

Por ·O capitalismo não é exclusivamente “capitalista”. A acumulação de capital é um fato existente em qualquer sociedade, independentemente de sua estrutura política e econômica. Max Weber já dizia em A ética protestante e o espírito do capitalismo que “a ganância pelo ouro é tão antiga quanto a história do homem”. E que onde o capitalismo era mais atrasado encontrava-se “o reino universal da absoluta falta de escrúpulos na busca dos próprios interesses por meio do enriquecimento”. No entanto, as pessoas ainda encaram o capitalismo como um ordenamento moral, um modo de vida em que a acumulação de riqueza é o bem superior. Mas a defesa do capitalismo não significa a defesa de um homo economicus cuja única preocupação na vida é ganhar dinheiro. Há muitas coisas mais importantes do que a acumulação de capital, como a família, a religião, a arte e a cultura. E isso realça a importância da economia de mercado. É verdade que no livre mercado há mais oportunidade para aquele que pretende enriquecer, mas nele o filósofo também tem mais oportunidade de aprender e o artista tem mais oportunidade de se expressar. E é por meio do livre mercado que o filantropo, a pessoa que deseja ajudar o próximo, dispõe de mais recursos para fazer assistência social, e, através do sistema de preços livres, pode utilizar seus recursos de forma mais eficiente
Mais

Ronald Coase sobre regulações

Mais sobre Coase (1910-2013)

Taxa de câmbio

A arte de flutuar e intervir Ilan Goldfajn * - O Estado de S.Paulo
Dizem que inventaram a taxa de câmbio para nos manter humildes. Se até o passado é difícil de explicar, imagine projetar o futuro. Menos de 18 meses atrás o real caiu abaixo de 1,70 por dólar e no mês passado alcançou 2,45, após uma depreciação intensa. O Banco Central anunciou novo mecanismo de intervenção, o que colocou um pouco de água fria na fervura, mas manteve aceso o (eterno) debate. Para onde vai o real? Qual a melhor forma de atuar nesta situação?
Divido o atual debate sobre ....
Mais

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Guerra de Síria


Exportando consumidores

Socorro! Estamos exportando consumidores.

Revista IstoÉ
07/2012
Por Ricardo Amorim

Na semana passada fui a Nova York a trabalho. Como bom brasileiro, aproveitei para fazer umas comprinhas. Fiquei chocado. Em todas as lojas em que entrei, sem exceções, muitos brasileiros também compravam. Políticas econômicas equivocadas estão exportando nossos consumidores. Fico imaginando o que estará acontecendo em Miami…

Há tempos se afirma que as dificuldades da nossa indústria são causadas por um real excessivamente forte. Com esse diagnóstico, o governo taxou investimentos estrangeiros e gastos em viagens, dificultou a entrada de produtos importados por meio de mais impostos e medidas regulatórias, e acumulou muitos bilhões de dólares em reservas internacionais. Sozinha, a última medida custará mais de R$ 50 bilhões só neste ano. Somadas a uma conjuntura internacional, que reduziu nossas exportações e levou multinacionais europeias e americanas a repatriarem capitais, tais ações impulsionaram a cotação do dólar de R$ 1,50 a pouco mais de R$ 2 nos últimos meses.

Problema resolvido, certo? Não, muito pelo contrário. Este ano, a produção da nossa indústria até agora foi 3,5% menor do que no mesmo período do ano passado. Os desafios para a indústria são muitos, começando pela concorrência com produtos chineses e passando pela contração dos mercados de consumo nos EUA e na Europa e, consequentemente, excesso de capacidade industrial instalada no mundo após a crise de 2008. Some-se a isso uma enorme mudança socioeconômica no País desde 1994 que se acelerou nos últimos anos.
Mais

Ronald Coase (1910-2013)

"Em minha juventude, dizia-se que o que era muito tolo para ser dito poderia ser cantado. Na economia moderna, pode ser expresso em forma matemática." ~ Ronald Coase
Coase became a famous economic thinker based on his "Nature of the Firm" (1937) and "The Problem of Social Cost" (1960).  While many younger readers will associate Coase with the University of Chicago and what they understand the field of Law and Economics to be, Ronald Coase didn't join the staff at the University of Chicago Law School until 1964.  His formative intellectual background was at the London School of Economics in the 1930s, where Hayek loomed as a large intellectual influence (along with Robbins and Arnold Plant).  The ideas behind Coase's examination of the nature of the firm, he told us on numerous ocassions, were born in contemplation of Plants discussion of the socialist calculation controversy and his everyday observations of the organization of business activities during his study trip to the US.  As he began teaching, he had to present a lecture on the firm and these ideas clicked.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Neoliberal


Ronald Coase + 2013

O grande economista Ronald Coase (1910-2013) faleceu hoje
Leia mais
Aprfundizar:
http://api.ning.com/files/pwva2Uz3vQSpq50UStPG3D4yeECvvcyQTHrQsSiGUaeFiziwh0IT0p7lujUhc7o6kF*iqT9EP36wlaJ9lySyh9cKKJg*RG-F/OproblemadocustosocialCoase.PDF
ainda mais:
http://direitasja.files.wordpress.com/2012/05/laws-order-what-economics-has-to-do-with-law-and-why-it-matters-david-d-friedman.pdf

Tem uma bolha de imóveis no Brasil?

"Suspeito que haja uma bolha imobiliária no Brasil", diz Robert Shiller

BOLHA IMOBILIÁRIA NO BRASIL
Suspeito que haja uma bolha imobiliária no Brasil. Os imóveis mais que dobraram de preço no Rio de Janeiro e em São Paulo nos últimos cinco anos [segundo números da pesquisa FipeZAP]. O que aconteceu em cinco anos de tão dramático para os preços subirem assim? A inflação não foi muito menor? Os preços caíram 25% em Los Angeles e Nova York no mesmo período. E por que os preços no Brasil foram para cima ininterruptamente? Eu não posso cravar que exista uma bolha no Brasil porque não conheço a fundo as características do mercado local. Mas comparando os dados brasileiros com os de outros países, posso dizer que a alta sugere cautela. Os preços dos imóveis no Japão tiveram o mesmo movimento na década de 1980 e depois, no início dos 1990, começaram a cair sem parar e perderam dois terços do valor até agora. São pessoas que investem em imóveis, não são “hedge funds”. Você acha que os preços dobraram por fundamentos econômicos ou por um movimento psicológico?
Mais

Sobre Jean-Baptiste Say

Jean-Baptiste Say: o que realmente pensava este grande economista
por , sexta-feira, 30 de agosto de 2013


SayMarkets.jpg1. Introdução
Imagine que você jamais tenha escrito ou dito a frase "os eleitores brasileiros são idiotas" e que você não pense desta forma, mas que, por diversos motivos, venha a ficar famoso, quase dois séculos depois de sua morte, exatamente por terem afirmado repetidamente que você pronunciou essa frase. Pois é o que acontece com a Lei de Say, que jamais escreveu que "a oferta cria a sua própria procura", mas que é inevitavelmente conhecido por ter escrito algo que nunca escreveu.
Poucos postulados da economia deram margem a tantas interpretações equivocadas, algumas por incapacidade de entender as coisas simples, outras por solércia, quanto o que se tornou conhecido como Lei de Say. Principalmente depois que Keynes a deturpou na Teoria Geral (porque precisava, em conformidade com seus padrões éticos, proceder desse modo para construir sua "nova economia"), gerações sucessivas de estudantes, que depois se tornam professores e economistas, repetem qual papagaios o refrão "a oferta cria a sua própria procura", sem jamais terem lido uma página sequer de Say. É constrangedor quando uma mentira se transforma em um apotegma.
Mais
Veja também:
https://www.youtube.com/watch?v=Ut2xpEx2LrQ