terça-feira, 19 de abril de 2016

História da inflação do Brasil

A produção, dirigida por Roberto Stefanelli, ouviu pessoas que tiveram papel de destaque no cenário da hiperinflação, que chegou a mais de 80% ao mês no final do governo de José Sarney, além de observadores privilegiados daquela situação. Gente como Bresser Pereira, Gustavo Franco, Fernando Henrique Cardoso, Antonio Pallocci, Carlos Alberto Sardenberg, Paulo Nogueira Baptista, Fernando de Holanda Barbosa, Bernard Appy, Vicentinho e Pedro Malan. O documentário mostra ainda cartuns de Chico Caruso e pronunciamentos feitos na época por José Sarney, Fernando Collor, Zélia Cardoso e Maílson da Nóbrega, entre outros.

Laboratório Brasil tem duração de 58 minutos e analisa os acontecimentos econômicos dos anos 1980, principalmente as medidas que resultaram na adoção de uma nova moeda, o cruzado, em 1986, quando o governo Sarney decretou também o congelamento de preços e salários. "Era o primeiro governo civil depois da longa ditadura militar. Os brasileiros imaginavam que iríamos festejar dias melhores. Como vemos hoje, havia uma longa e tortuosa estrada pela frente, com inflação galopante e moedas como cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro novo, cruzeiro (de novo), URV e Real", afirma Steffanelli.

Neste período, lembra o jornalista e cineasta, o Brasil bateu todos os recordes de inflação em todo o mundo, superando até mesmo a Alemanha, que passou por duas guerras mundiais. O documentário mostra a situação dos brasileiros que eram obrigados a sair correndo para o supermercado momentos depois de receber o salário, numa luta contra a remarcação imediata dos preços.
Stefanelli aponta o caráter instrutivo da produção. "Se não conhecemos bem a nossa história, corremos o risco de repetir erros. Hoje, os governantes têm medo de estourar os gastos públicos e provocar a volta da inflação", conclui. Roberto Stefanelli já dirigiu cinco documentários e ganhou, em 2004, o prêmio jornalístico Wladimir Herzog de Direitos Humanos, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, com o documentário Florestan Fernandes, o Mestre, que teve a direção de edição feita por Joelson Maia.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Brasil - do sonho ao pesadelo

Brazil’s Dream Has Turned Into A Nightmare 

Changing economic policy will be difficult. As in the United States, reducing big budget deficits is unpopular. Many Brazilians retire by 55, says de Bolle; social security’s eligibility age should be raised to 65. Much social spending is uncontrolled, because the constitution requires that it increase with inflation or tax collections. These restrictions should be relaxed, she says. Similarly, the role of state banks — which flood the economy with subsidized credit — should be curbed.
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Macro III - Recursos para prova 3


Vídeos
  1. 6 de fev de 2015 12:35
     

  2. 5 de fev de 2015 11:53
     

  3. 5 de fev de 2015 10:52

30 de out de 2015 13:09


A economia brasileira depois a Lava Jato

"A economia se fortalecerá após a Lava Jato", diz diretor do FMI

Otaviano CanutoOtaviano Canuto afirma que investidores estrangeiros veem oportunidades no país, que pode aproveitar o combate à corrupção para aumentar a competição entre as empresas

Por: Luís Lima - Atualizado em
Otaviano Canuto, diretor executivo para o Brasil no Fundo Monetário Internacional(FECOMERCIOSP/Youtube/Reprodução)
O momento político no Brasil é crítico e a recessão, a mais severa desde o início da década de 30. Mas, nos escombros dessa crise, o país pode encontrar elementos para se fazer atrativo para investidores externos, diz Otaviano Canuto, diretor brasileiro do Fundo Monetário Internacional (FMI). Um desdobramento da Operação Lava Jato, afirma ele em entrevista exclusiva ao site de VEJA, pode ser uma economia mais transparente, eficiente e com mais concorrência. "O desmonte dos esquemas de corrupção amplia a competição entre as empresas que atuam com o poder público", avalia. "O noticiário, hoje, é negativo, mas analistas mais experientes estão entusiasmados. O país está abrindo a chaga ao sol."
Canuto será uma das autoridades presentes à reunião de primavera do FMI, que começa na próxima quarta-feira em Washington. O encontro discutirá, entre outros temas, a perda de força do crescimento global - e o Brasil, claro, é um dos fatores para a freada. Leia os principais trechos da entrevista:
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Economia Internacional

Artigo sobre a integração econômica e monetária

https://ri.ufs.br/handle/123456789/1231

https://ri.ufs.br/bitstream/123456789/1231/1/OPapelDaPol%C3%ADtica.pdf

http://continentaleconomics.com/files/Uni_o_Europeia._Forma_o_da_moeda_comum._Antony_Mueller.UFS.2013.pdf

Livro:
http://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2014/11/P%C3%A1ginas-de-P%C3%A1ginas-de-Miolo_integra%C3%A7%C3%A3o_am%C3%A9rica_latina-05-03.pdf
Capítulo 4 O PAPEL DA POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL NO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA AMÉRICA LATINA – Antony Peter Mueller & Tiago Roberto Aragão Nascimento.....59 1. O papel da política monetária e cambial....................................................59 2. Lições para a América Latina...................................................................61 3. Conclusão................................................................................................62

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A fraude da reforma agrária


Veja também

Concorrência e produtividade

Otaviano CanutoCanuto: falta de concorrência no Brasil favorece empresas ineficientes e com baixa produtividade

publicado 05/04/2016 15h59, última modificação 05/04/2016 16h29
São Paulo – Mercados protegidos e baixa exposição ao comércio exterior inibem concorrência, segundo o diretor do FMI
Otaviano Canuto, do FMI: concorrência obriga empresas a se aperfeiçoarem
Uma das causas da baixa competitividade brasileira é a falta de condições concorrenciais, de acordo com o diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para as Américas do Sul e Central, Otaviano Canuto. “No Brasil, a economia de mercado [onde os agentes econômicos sofrem pouca interferência governamental] não opera eficientemente. É por isso que muitas empresas ineficientes sobrevivem e a dispersão de produtividade é maior”, afirma o economista, no evento ‘A Competitividade e o Ambiente de Negócios no Brasil’ realizado na terça-feira (5/4) pela Americas Society/ Council of the Americas  (AS/COA) e Amcham.
Além da existência de mercados protegidos e baixa exposição do Brasil ao comércio exterior, Canuto menciona um estudo do FMI que revela que a escassez de infraestrutura é outro agravante para a economia brasileira. “O Brasil é campeão na dispersão de preços em seu território por falta de acesso a produtos básicos.”
Em comparação com a América Latina, o Brasil tem os piores indicadores de produtividade. Usando dados do FMI, o economista menciona que o desvio padrão estatístico da produtividade do trabalhador brasileiro é em torno de 0,24 no Brasil. “No caso do Chile é 0,18, assim como na Colômbia, México e Peru (três dos países mais competitivos da região)”, compara.
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